Quarta-feira, Julho 30, 2003


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por Vincent Vega às 12:43
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JOTA QUEST - UMA BREVE ANÁLISE

Tou aqui no computador e minha mãe na sala, ouvindo um cd "ao vivo" do Jota Quest. Eu aqui, só analisando as músicas novas, que desconheço por completo.

Há um bom tempo, quando ouvi a banda se apresentar pela primeira vez na televisão, no programa do Luciano Huck na Band ainda, fiquei impressionado. Achei incrível que uma banda brasileira pudesse fazer um som tão contagiante, com um suíngue de primeira. E aquele cantor tinha uma voz que cativava, uma interpretação muito legal...

Comprei o primeiro cd da banda em 96 para conhecê-la melhor, entitulado J. Quest - um plágio descarado do desenho da Hanna Barbera. Mais tarde, inclusive, a banda teve que mudar seu nome para não receber uma carga de processos.

Aquele cd foi tão ouvido que acabou gastando. Influenciei meus amigos, que também acabaram comprando o álbum. E quando saiu o segundo cd da banda, o Planeta dos Macacos, fui um dos primeiros a comprar. Felizmente, o segundo trabalho dos caras era bem semelhante ao primeiro, e trazia ainda mais suíngue, com uma pegada mais pesada na guitarra. Fui ao show dos caras no Palace (ainda era Palace na época), o cd virou até trilha sonora de uma viagem.

Até que a música "Fácil" destruiu a banda. Você deve estar se perguntanto o porque eu digo isso, sendo que a música é o maior sucesso da banda até hoje. Então eu argumento: foi esta música que desviou a banda de seu propósito inicial.

No começo de carreira, quando ainda nem tinham gravadora, o J. Quest conseguiu despontar em Belo Horizonte animando festas universitárias. Com um som dançante, eles acabaram por se tornar uma das bandas mais requisitadas para este tipo de evento, já que a animação era garantida.

Com o estouro e o sucesso da música Fácil, a banda parece ter descoberto a fórmula da vendagem de discos. Milhares de casais apaixonados têm esta música como trilha romântica, e a banda entendeu que aquilo era o máximo.

O disco Oxigênio foi um fracasso. A banda se perdeu, tentou fazer um rock mais pesado, com presença mais forte de guitarra e praticamente excluindo o baixo predominante. E, tentando aproveitar o mercado de baladas, gravou várias músicas melosas, com rimas e letras boçais.

Hoje, com o disco "Discotecagem Pop Variada", parece que a banda já começa a entender que "Fácil" foi um momento único, e não se pode produzir hits românticos por quilo. Espero que o próximo disco volte a ter aquele suíngue contagiante e que a banda consiga reconquistar este fã antigo, que não aguenta mais ouvir esta musiquinha melo-dramática-lugar-comum.



O Instituto DataFod® quer saber:

O que você acha da banda Jota Quest?
Eu adoro a banda, sou fã incondicional.
Eu gosto do som deles.
Não faz meu estilo.
Gosto do som antigo, e não do novo.
Gosto do som novo, e não do antigo.

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por Vincent Vega às 12:36
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Quer saber mais coisas legais sobre o filme "Os Intocáveis"? (vai que tem algum fanático como eu!)


- De Niro, que interpretou Al Capone, procurou os alfaiates originais de Capone. Eles fizeram pra ele roupas idênticas às que faziam para seu antigo patrão.

- Na cena da barbearia pessoal de Al Capone, todos os ítens de decoração (vidros de colônia, pincéis de barba) pertenciam ao verdadeiro Al Capone.

- Brian de Palma contratou Bob Hoskins para fazer o papel de Capone, acreditando que a sua primeira escolha (De Niro) não pudesse participar. Quando De Niro topou fazer o papel, Hoskins já havia recebido U$ 200.000 pelo seu "trabalho".

- Albert H. Wolff, o último sobrevivente da vida real dos Intocáveis da vida real, foi consultor no filme e ajudou Kevin Costner construir seu personagem, Eliot Ness.

- A cena do tiroteio em câmera lenta do carrinho de bebê nas escadarias da estação de trem é baseada numa cena do filme "O Encouraçado Potenkin".

- O scipt original previa que o tiroteio final entre Ness e os capangas de Capone que protegiam o "Guarda-livros" fosse num trem parado. DePalma decidiu fazer o tiroteio na escadaria da Chicago Union Station, pois a Paramount achou que encontrar um trem original de 1930 seria muito caro.

(daqui, ó)



E na minha opinião, DePalma faz várias referências à Hitchcock no filme. A cena do assassinato de Malone em sua própria casa é uma aula de cinema. Filmada em um take só, a câmera faz um passeio incrível. Começa mostrando os dois capangas de Capone na esquina da rua Racine, passa para primeira pessoa, entra na casa, continua observando Malone, volta para terceira pessoa... uff, é cena para ver e rever várias vezes.

Outra coisa muito legal no filme é a sensação de tempo real nos acontecimentos. Veja as cenas da ponte (fantástico!) e da escadaria. Quanta tensão!

Outra coisa fantástica no filme é a trilha sonora composta por Ennio Morricone. É uma das mais bonitas composições que eu já ouvi para o cinema. E o encaixe com as cenas é algo que "casou" muito bem. Injustamente, o filme não levou o Oscar de melhor Trilha Sonora. Mas também quem é que leva em consideração a premiação do Oscar?


Óia o Alphonse Capone verdadeiro!

por Vincent Vega às 01:33
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Sabe o que acontece quando Hollywood vive um de seus melhores momentos? Sabe o que acontece quando se tem um bom roteiro nas mãos? Sabe o que acontece quando chamam Brian de Palma para dirigir um filme policial? Sabe o que acontece quando chamam Ennio Moricone para compor a trilha sonora? Sabe o que acontece quando chamam Giorgio Armani para produzir o figurino? Sabe o que acontece quando chamam para o mesmo filme Robert de Niro, Sean Connery, Kevin Costner e Andy Garcia?

Sabe o que acontece? Sabe? Sabe?

Acontece um dos melhores filmes da história do cinema. Os Intocáveis (The untouchables) é, para mim, uma obra prima. Vejo e revejo sempre que posso e não me canso.

E eu, que já estava indo dormir, vou aproveitar uma reprise da Globo agora e rever o filme.

por Vincent Vega às 01:20
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Segunda-feira, Julho 28, 2003


OCUPAÇÃO DOS SEM-TETO NA VOLKS



A cada visita eu fico abismado com as fotos que o Marcelo Min consegue fazer. Acho que ele é um verdadeiro artista com a câmera na mão. Ele também faz uma boquinha de repórter em seu blog, e relata histórias bastante interessantes.

Desta vez ele foi registrar a ocupação do terreno da Volkswagen pelos sem-teto, e obteve um resultado fantástico. Dá uma passada lá e confira também.


por Vincent Vega às 23:23
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UFA!

Ainda bem que tem gente trabalhando para melhorar o nosso planeta. Eu já não aguentava mais dormir com essa terrível dúvida.


Monstro do lago Ness não existe, dizem pesquisadores
Uol - 10h56 - 28/07/2003

Um grupo de pesquisadores que participou de um documentário para a BBC disse ter encontrado provas de que o lendário monstro do lago Ness, na Escócia, não existe.

Usando 600 sonares e tecnologia de navegação por satélite, a equipe rastreou as águas do lago escocês em busca da lendária atração turística, mas não encontrou qualquer sinal do monstro.

Relatos anteriores de pessoas que diziam ter visto o monstro levaram à especulação de que talvez se tratasse de um plesiossauro, um réptil marinho que se tornou extinto na mesma época que os dinossauros.

A equipe estava convencida de que um animal como esse poderia ter sobrevivido nas águas frias do lago Ness, apesar de répteis marinhos preferirem águas subtropicais.


por Vincent Vega às 12:42
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Sábado, Julho 26, 2003


Se você é leitor deste blog já deve saber que eu tiro os finais de semana para "recarregar" a pilha. Quando volto a escrever na segunda-feira, tenho mais ânimo e criatividade. Mas... DataFod® quer saber se você gostaria de encontrar posts novos no final de semana.

O Instituto DataFod® quer saber:

Você gostaria de ver posts no MF nos finais de semana?
Sim, eu sempre venho aqui e me decepciono.
Não faço questão.
Não visito blogs aos finais de semana.
Sim, este blog deve funcionar todos os dias.
Não, este blog é uma porcaria e deveria ser fechado.

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por Vincent Vega às 14:02
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Sexta-feira, Julho 25, 2003


EXERCÍCIO DE ANÁLISE
qual notícia é verdadeira?


Ontem eu flagrei duas notícias que tratavam do mesmo assunto, abordadas de forma diferente.





De acordo com o portal Terra, a taxa de desempregados cai em SP. Se a taxa cai, o índice de desempregados diminui. Se esse índice melhora, como é que o UOL pode afirmar que o desemprego tem o pior mês de junho em 18 anos?

Tá, você pode me responder que apesar do índice ter caído, este é a pior taxa do mês de julho em todos os tempos. Ok, eu concordo. Mas você tem que concordar comigo: o Terra mostra uma face otimista da notícia, enquanto o UOL alardeia uma notícia bombástica.

Isso é só pra te lembrar que existem, no mínimo, dois lados a serem analisados de um fato. Elementar, meu caro leitor.


O Instituto DataFod® quer saber:

Como você recebe as notícias da mídia?
Eu não tenho muito tempo pra acompanhar notícias.
Eu não gosto de notícias.
Eu me dou por satisfeito com apenas uma boa fonte.
Eu utilizo várias fontes para me certificar
Eu sou um fanático por notícias e leio tudo!

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por Vincent Vega às 11:41
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Sempre quero saber a opinião de quem passa por aqui. É pra isso que eu instalei o sistema de comentários. Agora, quando um assunto tiver relevância, vou instaurar uma enquete, pra quem quiser dar uma opinião rápida. Vamos ver se funciona.

O Instituto DataFod® quer saber:

O que você acha dos tênis que custam mais de R$ 500 ?
Ah, isso é uma mixaria! Dinheiro de pinga pra mim!
É o preço normal deste tipo de calçado, não é?
Caramba, que facada! Preciso trabalhar 1 mês pra comprar um desses!

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por Vincent Vega às 01:18
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Quinta-feira, Julho 24, 2003


UM PASSEIO NO SHOPPING
Episódio de hoje: o tênis de mola




Nossa, tou abalado psicologicamente. É que passeando pelo shopping eu descobri que um tênis Nike modelo Shox TL custa, aqui no Brasil, a mixaria de R$ 660. Passa lá no Mercado Livre e veja que não é mentira minha.

Indignado - e atordoado - com o valor, resolvi pesquisar mais sobre este produto sobrevalorizado quando chegasse em casa, pela internet.

Já no próprio Mercado Livre descobri que ser proprietário de um tênis destes é investimento garantido. Pelo menos é o que pensa este pernambucano, que está interessando em vender seu tênis "semi-novo" por apenas R$ 350. O número 42 afastaria muitos pretendentes a adquirir o produto de segunda mão, mas não foi o que aconteceu. O leilão do rapaz já tinha recebido 1055 visitas até o momento em que o visitei. Detalhe importantíssimo: o produto, mesmo usado, vem com a caixa original.

Este vendedor, oferecendo um modelo "inédito" no Brasil, garante que seu tênis tem apenas dois meses de uso. Foi trazido do Japão, e está a venda por R$ 360. O dono diz que possui 4 outros modelos do tênis, e por isso está vendendo-o. Fazendo uma conta rápida, ele deve ter gasto mais de três mil reais para comprar estes pares de tênis!

O Kicksology.net, que diz ser o site pioneiro em reviews de tênis, faz uma análise do calçado que mais se parece com uma tese de mestrado. Eu não tive paciência de ler tudo, mas acho que os mais de 770 mil visitantes mensais se esbaldam nas análises.

Mas pra me convencer de vez ainda faltam informações importantíssimas que preciso saber: o fabricante dá garantia de quantos anos no produto? O solado é anti-merda de cachorro (vide post do poodle)? Existe financiamento pela Caixa? Dá pra usar o FGTS na aquisição?

Agora fiquei em dúvida se compro este tênis ou este automóvel que achei no Primeiramão:


BRASILIA 75 sem multa, boa de motor, R$ 700,00. Tratar com Joana ou Olga tel XXXXXXXX - Publicado no Primeiramão em: 22/07/2003


Será que ela não troca a Brasília por um tênis zero kilômetro?


por Vincent Vega às 15:35
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Putz! Quer decifrar a vida? Então clica! Uma aula de genética, produzida pelo El Mundo. Show!

por Vincent Vega às 11:20
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Terça-feira, Julho 22, 2003


UM PASSEIO NO SHOPPING
Episódio de hoje: A dona do poodle


Um escritor de blog descobrirá que os shopping centers produzem material em abundância para suas crônicas. Pintou aquela crise de criatividade? Um amistoso passeio no shopping é o remédio. Foi o que fiz outro dia, quando já não aguentava mais a rotina do trabalho.

Logo ao chegar corri até uma sorveteria e pedi um Combo Pistache. Duas bolotas de massa verde, salpicados com a própria semente triturada. Munido de glicose suficiente para ativar a serotonina esquecida dentro de minhas veias, sentei-me num banco bem de frente para um Pet Shop.

Nunca tinha reparado, mas estes estabelecimentos que colocam bichinhos fluflis na vitrine conseguem reunir uma pequena multidão à sua frente. Crianças e adultos se embasbacam com os animais expostos - que por sua vez parecem mortos debaixo das luzes fortíssimas a que são expostos.

De olho na movimentação em torno da loja, percebo uma loira me observando. Ela devia ter um metro e sessenta de altura, mas os sapatos de salto que usava a deixava quase da minha altura. Usava uma calça branca bem colada no corpo, ressaltando suas curvas lombares. Pra completar o figurino, usava uma blusinha tomara-que-caia, já quase caindo.

O detalhe: trazia no colo seu cachorrinho, um poodle que mais parecia uma ovelha. Não suporto essa raça. Acho um dos bichos mais chatos e feios da espécie. Não gosto de poodle nem sendo utilizado como ornamento, como fez a loira.

Já na metade do sorvete, olhei de soslaio (nossa, como sou culto em usar uma palavra dessas!) para a loira, só pra confimar o flerte. Sim, lá estava ela acariciando maliciosamente seu cachorrinho e retribuindo o olhar.

O totó parecia ter percebido a situação, e ciumento como era, ficou indócil no colo da dona. Começou a se debater e a latir compulsivamente. Como pode um cachorro ser ciumento desse jeito?

Foi quando aconteceu o desastre: nervoso com a situação, o cachorro deu uma bela cagada proposital. Acertou em cheio a calça branquíssima da loira. Foi um barro fenomenal. No calor do momento, sua alimentação à base de ração desandou em seu frágil intestino, esborrando a coxa esquerda da garota.

Foi o fim da pose da dondoca. Ela se pôs a chorar, envergonhada, ao mesmo tempo em que gargalhadas surgiam de todos os cantos do shopping.

Eu, que tinha acabado meu sorvete de pistache, levantei-me e saí do shopping satisfeito, recarregado de criatividade.

por Vincent Vega às 17:50
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Segunda-feira, Julho 21, 2003


UM PASSEIO NO SHOPPING

Não tem conversa: paulista está fadado a passear no shopping. Até parece que não existem outros tipos de lazer na cidade, mas estes centros de compras atraem multidões diárias. O motivo desse sucesso é fácil de se perceber: estacionamento seguro, praça de alimentação com junkie food diversificada e salas de cinema. Com tudo isso, as lojas acabam se tornando coadjuvantes na história - o que é, no mínimo, um paradoxo.

Como bons paulistas, eu e minha namorada fomos parar num shopping da cidade, neste domingo. Após ingerirmos quantidade absurda de calorias e carbohidratos comendo alguns lanches, ficamos com água na boca ao passarmos pela loja Amor aos Pedaços. Pra quem não conhece, Amor aos Pedaços é uma confeitaria que vende os mais vistosos bolos e sobremesas.

"Festival do Morango" estava escrito nos cartazes. Ao ver toda aquela multidão empunhando seus pratinhos açucarados, não tivemos dúvidas e fizemos imediatamente os nossos pedidos. A namorada, com um prato de merengue nas mãos, devorava-o fazendo cara de felicidade. Eu também entrei na dança e pedi uma "massa folheada com creme de morango e chantilli". Espetáculo de gostoso.

Sorrateiramente, consegui ouvir uma conversa de duas mocinhas atrás de mim:
- Cê foi ver As Panteras (o filme)?
- Ah, fui só pra ver o Santoro (o Rodrigo).
- Mas dizem que ele entra mudo e sai calado, né?
- É... eu acabei pagando dez reais pra ver alguns segundos daquele gostosão...

Isso confirma minha teoria: esse filmeco, apesar de ter algumas magrelas bonitinhas no elenco, fez grande bilheteria no Brasil por causa do tal Rodrigo Santoro. Eu, que não sou mulher, não consigo entender esse fenômeno. Já estou até pensando em entrar na dança e produzir meu próprio filme, entitulado "O Álbum de Fotos de Rodrigo Santoro". Não vai ter roteiro nenhum, só um slide show com fotos do rapaz. Vou ficar rico.

Passamos no caixa para pagar as sobremesas e... que valor era aquele? Não era possível, devia ter havido algum erro! Confere e reconfere a notinha com preços, e tá lá, indiscutível: quarenta e sete reais e oitenta centavos. Perguntei se usavam algum tipo de ingrediente especial na receita dos doces, mas a resposta foi uma risadinha esnobe da atendente. Tive que fazer o pagamento dos doces com cartão de crédito, parcelados em duas vezes.

Ah, que maravilha é este jeito paulista de ser!

por Vincent Vega às 12:22
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Sábado, Julho 19, 2003


Eu não posto aos sábados.
Hoje é sábado.
Então eu não deveria ter escrito hoje.
Que paradoxo!

por Vincent Vega às 15:53
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Sexta-feira, Julho 18, 2003


Fiz uma faxina ali na barra direita, troquei uns links de lugar, acrescentei alguns, deletei alguns outros que sumiram do mapa... tudo em ordem. Mudei até a capa do site, pois aqueles peixinhos já estavam me dando sono.

Andei também dando uma passeada por aí, inclusive no meu IBOPE particular. Continuo com uma média diária de 50 visitantes, e mais 50 oriundos do Google. Um número interessante sob certo ponto de vista.

Em comparação com alguns blogs "superstars", meu blog é apenas mais um na multidão. Tenho leitores assíduos, e faço questão de visitá-los freqüentemente. E sendo assim, consigo manter estes relacionamentos virtuais de maneira bastante saudável. Sei do que acontece em seus blogs, e procuro deixar comentários para me tornar presente. Gosto de valorizar cada visitante, e retribuo links em seus blogs com links no meu próprio blog.

Mas e o que acontece com os blogs superstars? Centenas, até milhares de visitas diárias. Dezenas de comentários vindos de várias partes do Brasil. E, consequentemente, aquele seu comentário será apenas mais um entre vários, sem ser lido, sem importância alguma.

Quando um blog entra neste estágio, ele estaria deixando de ser um blog? Eu acredito que sim. Pra que serve esta ferramenta? Não é para promover a interação de escritores e leitores? Responder aos comentários e retribuir a visita não é um dos princípios básicos do universo blogueiro?

Eu não gosto de blogs superstars. Quando um escritor de blog se torna uma estrela, perde um leitor.

por Vincent Vega às 15:44
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Quinta-feira, Julho 17, 2003


CASE MOD

Alguns aficcionados por tecnologia, principalmente por computadores, já deve ter ouvido falar em case mod. Ao pé da letra, o termo em inglês significa modificação de gabinete. Na prática, um case mod realizado no computador trata de deixar aquele gabinete bege com um aspecto mais agradável.

Desde o princípio, alguém estabeleceu que todas as peças de computador teriam apenas uma cor. O bege (é até difícil acreditar que o bege é uma cor) dominou durante décadas o mercado de informática, e nos últimos anos acabou praticamente sumindo de cena. Tente comprar um computador novo e você terá opções que vão da sobriedade do preto até a exuberância do acrílico (foto). Pra completar, adicione alguns neons coloridos ao gabinete e tenha um PC com uma aparência extraterrestre. Acabe a obra comprando teclados e mouses translúcidos.

O mercado mundial de bens de consumo funciona de forma curiosa. No caso da informática, os avanços tecnológicos avançaram de tal forma nos últimos tempos que acabou-se esbarrando em um limite. É como se não conseguissem - ou não se precisasse - aperfeiçoar estes equipamentos. Hoje em dia um micro de 1 gigahert de velocidade funciona a uma velocidade impressionante, e atende à necessidade da maioria de usuários de microcomputador.

Mesmo assim, os fabricantes estão quebrando barreiras a cada dia. Já se tem anúncio de processadores que ultrapassam os 3 gigahertz, e estão chegando até 4 gigahertz. Difícil imaginar a utilidade deste equipamento para usuários que necessitam navegar na internet e redigir documentos no Word.

Diante deste impasse, desta desnecessariedade de tecnologia, o mercado resolveu olhar para ítens não explorados comercialmente. E descobriram um enorme filão na área de gabinetes. Dá pra acreditar? Descobriram que ninguém mais agüentava aquela coleção de peças bege em suas escrivaninhas, e começaram a unir design à máquina. A pioneira foi a Apple e seu iMac, lembra?

E não estamos longe de encontrarmos à venda gabinetes pintados à mão por grandes pintores da atualidade. É chegada a era da moda para PCs. Em breve, paralela à São Paulo Fashion Week, desfiles de gabinetes super transados e com caimento perfeito, assinados por Alexandre Herchcovitch.

por Vincent Vega às 19:41
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Quarta-feira, Julho 16, 2003


Estranho... minhas mãos estão geladas, mas estranhamente meu dedinho da mão direita está quente. Se alguém conhecer um manologista (ugh!), por favor, pergunte a ele sobre este fenômeno.

por Vincent Vega às 21:03
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Sábado
Reencontro um colega de classe, da época da faculdade de publicidade. Ele me contou estar terminando seu MBA em Marketing pela ESPM. Infelizmente, não pretende largar sua atividade atual, pois encontrou um mercado de trabalho fechadíssimo e sem vagas. Ele é taxista.

Domingo
Visitando um shopping, minha namorada se encanta pelos sabonetes de um stand duma feirinha. Conversando com o expositor, descobrimos que ele é formado em economia pela PUC e pós-graduado pela USP. Depois de ser despedido de uma grande empresa do ramo publicitário, resolveu fazer sabonetes pra sobreviver. Disse ser feliz ganhando pouco.

por Vincent Vega às 12:49
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Terça-feira, Julho 15, 2003


DESEMPREGADO

Há 5 anos atrás eu era um funcionário público. Trabalhava na Sabesp, tinha estabilidade garantida, recebia salário sem atraso, bonificações e muitos benefícios. A área de atendimento ao público não era exatamente o que eu gostaria de fazer. Eu aproveitava a minha "carreira" por lá para me infiltrar nos setores de comunicação.

Durante os 3 anos que trabalhei lá, tentei muito, mas acabei descobrindo que isso seria impossível. A politicagem era tanta que a diretora de comunicação de lá só havia conseguido aquela posição porque era amante do superintendente geral. Eu, que não era nenhuma loira gostosa, levava desvantagem até para conseguir um cargo de auxiliar de assistente.

Outra vez descobri que haveria um concurso interno para fiscal. O cargo, com salário de mais de R$ 3.500 mais benefícios, atraiu 50 candidatos, inclusive eu. Nem quis saber que diabos de fiscalização teria que fazer. Só o que importava era o salário. Fui muito bem na prova, mas quem acabou ficando com a vaga foi o filho de um gerente da empresa. Só depois é que fiquei sabendo que aquele concurso era pura fachada, que as cartas já estavam marcadas.

Foi a gota d'água. Eu, um publicitário recém formado, cheio de sonhos e cheio de gás, chutei o balde. Comecei o ano de 1999 pedindo a minha demissão na Sabesp. O pessoal do departamento pessoal ficou surpreso, pois ninguém havia pedido demissão da empresa até aquele momento. Sim, eu fui o primeiro a pedir demissão de um emprego público.

Desde aquele dia eu venho lutando para conseguir um lugar nesse mundinho ingrato da publicidade. As circunstâncias me fizeram descambar para o lado da internet, mas acho que esta também é outra atividade ingrata. Enquanto você estuda e se especializa em design, outros compram manuais de banca de jornal e tornam-se seus concorrentes da noite pro dia. E pior: marginalizam o serviço, praticando preços impraticáveis.

Hoje eu interceptei um orçamento de uma empresa de "designer" para uma indústria de médio porte. Além dos erros absurdos envolvendo manipulação técnica de imagens, o orçamento apresentado é três vezes menor do que os que eu apresento. E fiquei sabendo que a indústria irá fechar com eles. A justificativa? O dono conhece o outro cara, que tá passando dificuldades, e blá, blá, blá...

Acho que cheguei no meu limite. Acho que, aos 27 anos, já não presto mais pra isso. Estou a um passo de desistir dessa encenação publicitária, rasgar meu diploma e meu currículo e...

E fazer o que neste país de merda?

por Vincent Vega às 16:34
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Segunda-feira, Julho 14, 2003


TÊNIS DE... MESA?

Acho que eu nunca vi nada mais engraçado ou inteligentemente bem bolado:
www.ntv.co.jp/channel/asx/hkzkt10.asx

por Vincent Vega às 23:03
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Domingo, Julho 13, 2003


EM OBRAS. AINDA.

Não foi ontem que o meu tratamento dentário acabou. Aliás, acho que estou longe disso, e já começo achar que entrei numa furada. É que eu topei participar do grupo de estudos do meu dentista, e virei uma cobaia humana.

Vou explicar: meu dentista é professor da UNISA, e dá aulas particulares. Aos sábados, algumas dezenas de alunos de odontologia se acotovelam em seu consultório, e as três cadeiras cirúrgicas precisam de voluntários para serem estudados. Eu sou um destes voluntários, entendeu?

Pois bem, acho que foi uma oportunidade interessante de se economizar um bom dinheiro, mas nem tudo são flores na vida de uma cobaia. Só pra você ter uma idéia, eu cheguei às 13h30 no consultório e só saí às 16h30. Foram 3 horas ininterruptas, deitado, com a boca aberta e com estudantes cutucando a minha boca e vociferando termos técnicos como "oclusal", "on lay" e "vestibular".

A piada começa já na hora de acertar a cadeira. A estudante que "me estuda", desacostumada com a cadeira informatizada do Vicente, clica várias vezes para tentar achar uma posição. A cadeira sobe, desce, volta à posição inicial, deita mais do que o necessário... Só aquela cadeira já mereceria um curso à parte.

Depois ocorrem mais trapalhadas. Outro dia a estudante me tirou um raio-x da mandíbula direita. Detalhe: o problema estava na esquerda. Veio com tanta convicção que eu nem a alertei, pois parecia que ela sabia o que estava fazendo. Sorte minha que foi um raio-x e não uma extração de dente.

Ontem eu tive um papo bem legal com os estudantes. Eu perguntei por que ainda não haviam inventado a tal substância que gerasse uma terceira dentição. Eles me responderam com outra pergunta: por que ainda nem inventaram uma simples vacina contra a cárie?

Muito interessante se pensar nisso, tendo em vista que as bactérias causadoras da cárie poderiam ser facilmente exterminadas da boca humana. Teríamos assim bocas higienizadas e livres da ação maléfica dos doces ou resíduos de comida. Mas, consequentemente, os dentistas teriam menos trabalho. E menos dinheiro também.

Há de se pensar nisso.

por Vincent Vega às 21:39
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Sábado, Julho 12, 2003


EM OBRAS

Dentição nunca foi meu gene forte. Já na adolescência, qualquer um podia perceber que aquele canino encavalado debruçado por cima do outro dente indefeso não era algo normal.

A solução era clara: aparelho ortodôntico. Foram quase 7 anos de tratamento e, no final, o objetivo principal cumprido: dentes alinhados com perfeição.

Mas todo esse tempo de uso trouxe alguns "efeitos colaterais" que não eram esperados. Até agora, foram 2 canais, 3 dentes parcialmente destruídos pelas bandas e calcificações em torno dos brackets. Uma catástrofe bucal, comentam alguns.

Daqui a pouco é meu horário no dentista. Pra variar, vou ficar lá umas 2 horas, deitado naquela cadeira e com pessoas mexendo na minha boca, rodando maquininhas e usando aquele sugador de baba nojento.

E eu ainda tenho a esperança de que algum gênio da genética consiga inventar uma substância que, após ingerida, faz com que o organismo comece a produzir uma nova dentição, que substituiria a antiga. Em 1 mês, você trocaria seus dentes podres antigos por uma dentição zerobala, pronta pra comer doces em geral.

por Vincent Vega às 13:07
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Sexta-feira, Julho 11, 2003


Eu recebi ontem um exemplar do iBest 2003 Yearbook, com a relação de todos os Top10 do ano. Uma bela edição, com 200 páginas ilustradas e patrocinadas por alguém que não conheço. Seriam os vencedores do prêmio?

Sendo eu um desenvolvedor web, uma pesquisa sobre a mídia me chamou a atenção. Lendo a "5ª pesquisa iBest com diretores" (pg. 172), que supostamente coleta alguns números reais sobre a internet no Brasil, leio os seguintes trechos e reflito:


" Não há muita disposição para investimentos exorbitantes. A faixa mais baixa do item Cuidados com o bolso, com aplicações de recursos até 100 mil reais, reúne 64% dos TOP10. Apenas 10% dos sites pesquisados investiram mais de 500 mil reais. "
Caramba! 100 mil! Como será que eu consigo faturar isso pra minha empresa?

" 80% dos sites são administrados com menos de dez profissionais; outros 14% por até 20 pessoas. "
Pff, absurdo isso. A minha empresa tem apenas 1 funcionário (eu mesmo), faz contatos, é secretário, é designer, promoter e programador ASP. Com todo esse quadro, cuido de 3 blogs, tenho mais 2 em mente, mantenho 5 sites de empresas e ainda sobra um tempinho pra projetar mais alguns esporadicamente. Contratem-me, troquem 10 funcionários por apenas 1 que funciona!

" 58% dos diretores dos sites vencedores passam mais de 4 horas navegando na net. "
Pelo menos isso salva o meu perfil de "diretor" de sites...



Muito interessante saber isso tudo. E só me faz concluir que eu errei de profissão e deveria ter seguido carreira como banqueiro do jogo do bicho ou de político.

por Vincent Vega às 20:49
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Ainda falando sobre o filme Ferris Bueller's Day Off (sim, esse é o título em inglês), me lembrei daquela música muito engraçada que acompanha o inspertor Rooney e o Ferris... ah, você já deve ter se lembrado, é aquela que tem um sonoro OHHHHHH YEAHHHHHH percorrendo cada segundo da gravação, juntamente com um TCHI....TCHIC-TCHI-KAAAAAA. Clique aqui e dê um preview de um midi da música.

Não se lembrou ainda? Ah... Pois bem, prepare aí o seu Kazaa para procurar YELLO - OH YEAH, e em minutos você terá em seu computador uma música que fará você rir sozinho. E se você quiser comprar este CD fenomenal, é só procurar pela capa que eu postei lá em cima...

BÔNUS: Quer ler todo o script do filme?

por Vincent Vega às 16:14
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Quinta-feira, Julho 10, 2003


Ceis não vão acreditar em qual filme está passando agora, na Seção da Tarde, na Globo:



Isso mesmo, tá passando o inédito Curtindo a Vida Adoidado.

O DataFod ® - instituto de pesquisas oficial deste blog - contabilizou alguns números impressionantes*:


- O filme foi lançado no ano de 1986.

- Nesta tarde, a Rede Globo completou 56 exibições do filme.

- Já são 17 anos ininterruptos de exibições.

- Em média, são 3 exibições a cada ano.

- Apesar do filme ser o mesmo, os pontos onde há corte para exibição de propaganda variam a cada exibição.

- Cada brasileiro já assistiu, em média, 16 vezes este filme.

- Curtindo a Vida Adoidado é considerado o melhor filme da história para 28% da população brasileira.


*dados sem valor científico, que não correspondem à realidade mas bem que podiam ser verdadeiros

por Vincent Vega às 16:43
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Quarta-feira, Julho 09, 2003


Ah, o meu Santão levou um gol aos 46 do segundo tempo e só empatou o jogo com o Corinthians? Sacanagem!

por Vincent Vega às 18:27
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Terça-feira, Julho 08, 2003


Gosta de design? Então dê uma volta no site da Tempo Design e no da Porto Martinez. Dá pra gastar uma meia hora, só fuçando coisas. Muito bons!

por Vincent Vega às 17:59
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CURTAS

- O Leandro, apesar de ainda amar de Coca-Cola, discorda parcialmente da minha análise sobre a FNAC. Melhor assim, pois se minhas opiniões fossem unânimes eu me sentiria muito mal. Gosto da discórdia mesmo, e esse blog foi feito pra reflexão. (muito bom o seu blog, cara!)

- Depois de anos de procura, finalmente encontrei a Ms. Mia Wallace neste cybermundo.

- Alguém ajuda essa menina que tá ficando mole!

- Joaninha was here, and i was there too.

- Mega sena acumulada e eu, pra variar, joguei. Cê acredita que eu acertei 2 números no memo cartão? Faltaram só 4 míseros numeros!!!!

- Caraca, eu tenho dó do pessoal que tá entrando numa faculdade de Publicidade ou Jornalismo por aí. É que o mercado tá tão saturado, mas tão saturado que tem gente entrando em desespero. Como a Marília.

- Assisti "Procurando Nemo" ontem, e curti de montão. Achei tão legal que coloquei uma capa infanto-debilóide neste blog. E como já era de se esperar: como em quase todo o filme da Pixar, os adultos é que dão as maiores gargalhadas.

por Vincent Vega às 11:36
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Segunda-feira, Julho 07, 2003


INTELECTUALÓIDES

Ontem a Quel queria dar uma passada na FNAC (SP) pra procurar um livro interessante de marketing. Com o final da tarde livre, saímos para o programão de domingo.

Eu já tinha ido lá algumas vezes, mas desta vez fiquei surpreso. A primeira impressão é que a teoria de que "o brasileiro lê pouco" é pura balela. Só a tarefa de estacionar o carro já prenuncia a multidão de leitores. E ao entrar no estabelecimento, a confirmação: centenas de pessoas transitam nos 4 pisos, como se aquilo tudo fosse um grande shopping center.

Na verdade, aquilo é mesmo um shopping center. Ao contrário do que eu imaginava, a FNAC não vende apenas livros. É uma livraria de fachada, eu diria.

Logo no primeiro piso, artigos de informática, celulares e fotografia. E, claro, uma lanchonete, onde intelectuais se acotovelam para conseguir um cafezinho ou um croissant.

O piso inferior é o paraíso musical, com DVDs e CDs. Muita coisa boa e importada, inclusive. Caí na besteira de procurar um cd importado da França, entitulado como Buddha Bar II, com uma compilação lounge de primeira. Ao consultar o preço, não pude deixar de conter a minha gargalhada nervosa: cento e oitenta e três reais. O casal gay que curtia um som eletrônico na seção me olhou de forma esnobe, e saí dali correndo.

Segundo piso, eletrônicos em geral: aparelhos de som, televisores de diversas polegadas, home theaters. Só entre ali com mil reais no bolso.

Terceiro piso, finalmente, bem lá em cima, a seção de livros. É como se você tivesse que passar por 3 pisos de tentações tecnológicas até alcançar o objetivo principal. Se você conseguir passar pelas seções sem cair na tentação de comprar alguma "geek stuff", você está apto a circular na seção de livros.

Uma breve olhada na seção e já dá pra perceber alguns leitores impulsivos. Como num supermercado, alguns carregam suas "compras" em cestinhas. Pude notar, inclusive, algumas cestinhas totalmente cheias. Eu diria que há um certo exibicionismo por parte destas pessoas, pois encher a cestinha com mais de uma dezena de livros me parece um exagero. Tudo bem que apreciem livros, mas encher uma cestinha inteira? Acho que se a livraria disponibilizasse carrinhos de supermercado, teriam alguns excêntricos que o lotariam da mesma forma como o fazem com as cestinhas. Só pra parecer mais intelectual, quem sabe.

Chegamos ao caixa com apenas um livro comprado. E a sensação conseqüente era a de sermos tremendos ignorantes. Parecia que aquela horda de maníacos-leitores nos observava, pensando "olha só aqueles dois, com apenas um livro na mão. Devem ser tão simples, coitados". Já pensou se eles descobrem que a minha leitura atual preferida se chama "Sherlock Holmes e o Vale do Terror"? Que vexame seria!

Saí de lá com uma sensação estranha. Me parece que estes tempos modernos estão fazendo com que as pessoas corram atrás de cultura. Tambem pudera: diante da televisão de baixo nível, das rádios mecanizadas, dos filmes comerciais e imbecilóides, ler é uma das melhores opções. O que me impressiona é que antes, quando as pessoas estavam deprimidas, corriam aos shopping centers para comprar impulsivamente. Hoje, elas correm para a livraria e enchem suas cestinhas de coisas que provavelmente servirão só para encher suas estantes.

Antes se comprava bens materiais. Era como se gastar muito dinheiro em coisas trouxesse a sensação de riqueza financeira. Agora se compra livros. Ou, pelo menos, a sensação momentânea de adquirir cultura ou de ser um intelectual.

por Vincent Vega às 12:34
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Sábado, Julho 05, 2003


O NOVO COMPUTADOR : O FINAL DA SAGA
( parte 3 )




Pra resumir um pouco a história: eu tive que voltar lá no fornecedor por mais 3 vezes, e os problemas só acabaram ontem, na sexta feira. Foram 9 dias até que a máquina funcionasse perfeitamente.

Vou acionar o IPDF (Instituto de Pesquisas DataFod) pra te dar um panorama da saga toda:


- 3 processadores Athlon XP 2000 foram trocados.
- 5 placas-mãe foram usadas: ECS K7S5A PRO, ECS K7VTA3, MSI KT4 ULTRA, ECS K7VTA3 novamente e uma ASUS A7S333, que finalmente fez o trambolho funcionar.
- 1 memória DDR trocada.
- 1 fonte trocada.
- 1 HD acrescentado involunatariamente ao pacote.
- 2 ventiladores adicionais para conter a alta temperatura originada pelas placas-mãe de baixa qualidade.
- 1 floppy disk



Agora, finalmente, estou com o micro funcionando que é uma beleza. O Pentium 500 velho de guerra foi aposentado, mas creio que em breve ele voltará à ativa, como coadjuvante.

E isso aqui é uma Ferrari do mundo dos PCs. Antes, eu demorava cerca de 40 segundos para abrir por completo o Photoshop 7. Agora levo menos de 4 segundos pra completar a operação. Foi um belo investimento.



Se você pretende comprar um micro no futuro, anote aí minhas dicas:


- Pesquise preço antes de fechar a compra. Se eu tivesse comprado no primeiro lugar onde cotei preço, teria pago no equipamento quase o dobro do que gastei.

- A Santa Efigênia trabalha com fornecedores do Paraguai, que importam peças de Miami. Essa é a rota normal das peças, e você dificilmente conseguirá comprar peças que façam outro trajeto.

- Procure pedir uma configuração compatível. Veja a configuração de um micro que funciona 100% e peça igual. É garantia de que não vai dar xabú.

- Procure não comprar peças separadas. Se possível, saia do local com o micro montado e com Windows instalado.

- Apesar de bem cotadas por quem entende, as placas-mãe da marca ECS só me trouxeram problemas. No final, a tradicional e garantida ASUS resolveu o impasse.




Bom, agora é só aproveitar o desempenho pra trabalhar - e muito - mais rápido.

por Vincent Vega às 13:23
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Sexta-feira, Julho 04, 2003


O NOVO COMPUTADOR : A SAGA CONTINUA
( parte 2 )




Diante daquele monte de equipamento inútil, decepcionei-me. Mas não me dei por vencido: abri o manual da placa-mãe e comecei os estudos. E como se nada tivesse acontecido, desmontei tudo recomecei o trabalho, avaliando peça por peça. Mas depois de mais algumas horas, nova decepção e o micro sem sinal de vida. Desolado - e cansado -, dei-me por vencido e decidi retornar à Santa Efigênia no dia seguinte.

Sexta-feira, logo de manhã, estava lá no stand do fornecedor, relatando os acontecimentos do dia anterior. Ele imediatamente entregou a máquina na mão de um técnico, que recomeçou todo o processo que eu havia feito no dia anterior. E, como já era de se esperar, chegou à mesma conclusão que a minha: havia alguma coisa que não estava funcionando. Elementar, meu caro Watson.

Trocou a memória ram, que estava queimada. O micro ainda insistia em permanecer desligado. Aí foi a vez do processador ser trocado, mas também não surtiu efeito. Trocou a placa-mãe, e ainda nada acontecia. Trocou fonte, tirou o gabinete... e nada aconteceu.

Vendo aquilo tudo, começei a acreditar que o correto seria levar o micro à um padre exorcista. Mas o técnico me garantiu: "Não se preocupe. Pode ir pra casa que ainda hoje eu te entrego esse danado funcionando". Eu acreditei.

Fim do dia e lá estava o bichinho de volta. Pluguei-o na tomada, apertei o power e... preciso dizer novamente que ele não funcionou?


(continua...)

por Vincent Vega às 21:12
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O NOVO COMPUTADOR : A SAGA
(parte 1)




O tempo vai passando e a gente não se dá conta: o nosso computador vai ficando ultrapassado. Aí a gente vai visitar aquele amigão e ele insiste em te mostrar o micro que ele acabou de comprar. Velocidade impressionante. Cores fantásticas. Som surround. DVD. Gabinete agora se chama "case", pra ser mais cool. Neon interno, imitando os carros do +fast+furious. Depois de uma demonstração performática, você volta pra casa desolado com o seu equipamento.

Quando percebi que meu Pentium III 500 travava mais do que funcionava, decidi abrir os cofres e fazer o investimento. Desta vez acho que o equipamento durou, pois foram mais de 3 anos de uso quase que full time.

Quinta-feira passada tomei um café da manhã reforçado e fui para o centro nervoso de equipamentos eletrônicos de São Paulo: a Rua Santa Efigênia, no Centro. Os camelôs dominam as calçadas, vendendo desde plugs macho/fêmea até teclados para celular (?!?!), sem esquecer dos famosos CDs e DVDs "alternativos", comercializados discretamente por apenas "déi reau" (com garantia).

Pesquisei e andei um bocado até achar um stand (sempre eles) com preços atraentes. O proprietário, muito simpático, me disse que era só pedir que ele me entregava tudo ainda naquele dia, à tarde. Já propenso a comprar com ele, acabei descobrindo que ele teria que fazer uma entrega bem perto da minha casa - e a promessa de uma carona acabou sendo o fator decisivo para a compra.

Saí de lá com um gabinete prateado, um processador Athlon XP 2000, 256 megas de memória DDR 266mhz, um cooler TT Volcano 9 e uma placa mãe ECS K7S5A-PRO.

Cheguei em casa já de tarde, morrendo de fome e esbaforido com a correria. Mas a ansiedade de fazer aquela "Ferrari" funcionar me fez esquecer de tudo e me debruçar sobre as peças, encaixando e conectando tudo, conforme mandava o manual.

Após 2 horas de longos estudos, ligo o micro e... sim, aconteceu o que você já deve ter imaginado: o troço não funcionou.


(continua...)

por Vincent Vega às 01:01
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Quarta-feira, Julho 02, 2003


Putz! Depois de uma hibernação forçada devido à problemas em meu santo computador, estou recolocando os sistemas para funcionar de novo. Depois eu conto a história toda, mas por enquanto tem um monte de trabalho pendente que eu tenho que aprontar.

por Vincent Vega às 19:25
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Terça-feira, Julho 01, 2003


Tou blogando de uma agência dos Correios! Não é fantástico?

Mais fantástico ainda é definir o Mundo Foderoso como página inicial do browser. Vamo ver quanto aumenta de visita isso aqui.

por Vincent Vega às 14:02
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Músicas foderosas, que você nunca lembra o nome mas sempre quis ter o cd.
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