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Terça-feira, Dezembro 23, 2003
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ÉPOCA DE NATAL
Final de ano é época de montar árvore de natal, de enfeitar tudo com pequenas luzes brilhantes e de pendurar guirlanda na porta da frente de casa. Quem gosta de comer também aproveita: é época de panetone, de chocotone, de peru, de chester, de nozes. É época de amigo secreto na empresa, é época de dar e receber presentes.
Dar e receber presentes. Trocar. Compartilhar.
Tente subtrair o mercantilismo que se aproveita da data e você verá que o Natal é uma época de felicidade. É época de reunir a família em torno de uma mesa farta. É época em que se tenta agradar aqueles que estão mais próximos.
Confraternização. Reunião.
Mês de Natal é época em que as pessoas se tornam mais receptivas, mais emotivas e mais solidárias. Grupos se organizam, e doam a quem não teve as mesmas chances na vida.
Solidariedade.
E mesmo com todos os problemas do mundo, crianças vão esperar ansiosas pela noite de Natal. Sonham em ganhar o presente desejado, ou mesmo sonham em flagrar o Papai Noel fugindo pela janela.
Natal é, acima de tudo, época de esperança.
* publiquei este texto no jornal interno da minha empresa.
por Vincent
Vega às 16:06
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" Dá-me uma noz
e eu te dou um soco. "
da série Citações Foderosas Que Jamais Serão Citadas
por Vincent
Vega às 09:47
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Véspera da véspera e a cidade esvaziou. É natal!
Enquanto isso meu chefe, judeu, convoca reuniões extraordinárias para o dia 24 e 26, meio que propositamente. Mal sabe ele que, meio que propositalmente, não poderei comparecer. É que a minha religião não permite.
por Vincent
Vega às 09:46
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Sexta-feira, Dezembro 19, 2003
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R$ 40.000.000,00
O número aí em cima representa a quantia de quarenta milhões de reais, caso você não tenha conseguido decifrar o tanto de zeros no prêmio que a Mega Sena promete sortear neste sábado.
Acabei de organizar um bolão natalino aqui na empresa: 22 participantes, 56 jogos/cotas, R$ 84 arrecadados.
A adesão foi excelente, mas com um detalhe importante: o próprio chefe da empresa e os 2 principais gerentes ficaram de fora. É claro! Senão, qual vai ser a graça? O melhor de tudo será assistir a demissão em massa na segunda feira, e poder ver a cara de desespero do chefe, vendo todo mundo indo embora!
Detalhe importantíssimo: Se nós não fôssemos os vencedores do prêmio, e caso ninguém acertasse as seis dezenas, o prêmio ficaria acumulado novamente. E, como é final 5, mais R$ 11.000.000,00 seriam acrescentados ao prêmio, somando a bagatela de 51 milhões de reais. A previsão, portanto, ficaria perto dos 60.000.000,00 de reais de prêmio.
Quer mais ou tá bom pra você?
por Vincent
Vega às 18:50
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Quinta-feira, Dezembro 18, 2003
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ÀS COMPRAS NO CENTRÃO - parte 1
(como passar por momentos únicos e inesquecíveis em sua vida)
Muito interessante ter ido hoje até a Sta. Efigênia, no centro de São Paulo. Já estranhando a falta de camelôs lotando as calçadas, percebi só depois de algum tempo que nenhum carro trafegava na rua. O motivo? Trezentos policiais civis e federais passando o pente fino em mercadorias de qualidade e procedência duvidosa. Trezentos! E eu confirmo, eu estava lá, eu vi! Em cada quiosque tinha pelo menos dois "puliças" conferindo talonários de notas.
Um silêncio dominava o local tradicionalmente barulhento. Muitos pedestres olhavam da rua a ação policial que acontecia dentro dos stands. Eram, provavelmente, os camelôs da área, que só esperavam o término do rapa para montar novamente suas barracas. Em silêncio, os policiais civis observavam calmamente a movimentação, desempenhando a nobre função de escoltar a turma de engravatados, provavelmente os fiscais da Receita. Importante salientar que alguns deles fumavam cachimbo. Portanto, da próxima vez que vir alguém fumando cachimbo no centro de São Paulo, não se engane: é um fiscal da Receita. A Rede Globo, carniceira como sempre, também estava lá, e tudo deve ter sido feito cinematograficamente, de acordo com o que algum diretor programou na noite anterior à dominação. "Que organização!", diriam alguns desavisados ao assistirem à cena.
Pensei em sair correndo dali, pois a pressão era forte demais. Sentia que a qualquer momento um tijolo ou paralelepípedo poderia passar voando pela minha cabeça e acertar uma viatura qualquer que bloqueava a rua. E, pior, sentia que sentiria mais ainda se o próprio tijolo, imprudentemente, pousasse sobre o meu crânio.
Mesmo assim, insisti. Furei o bloqueio alfandegário e comprei um memory card de 128 megas para câmera digital. Sem nota fiscal, é lógico.
por Vincent
Vega às 16:06
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Quarta-feira, Dezembro 17, 2003
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" Visto os melhores ternos para trabalhar
numa empresa pé-de-chinelo "
da série Citações Foderosas Que Jamais Serão Citadas
por Vincent
Vega às 09:18
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Terça-feira, Dezembro 16, 2003
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VOCÊ SABIA?
Longe de ser um conselho, tampouco uma sugestão: você já comeu alface sem tempero algum?
Surpreenda-se: tem gosto de amendoim. Sério. Não tou brincando. Não é um puuuta gosto, mas o gosto é parecido com amendoim.
Hoje vou ver se tempero uma porção de amendoim com limão, azeite e vinagre pra ver se fica com gosto de alface.
por Vincent
Vega às 08:50
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Segunda-feira, Dezembro 15, 2003
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BLOGCENTRISMO
Blog é egocentrismo puro, né? Não tem como escapar! Tão logo você começa um, inevitavelmente, surge um post em que você diz "eu acho que", ou "a minha mãe é" ou ainda "eu sou uma pessoa que". Não dá pra ser diferente. Blog é egocentrismo, estou convencido disso. Há também de se pensar no narcisismo incrustado em cada post.
Após refletidas reflexões, achei "interessante" fazer uma breve entrevista... comigo mesmo, só pra provar que estou certo.
Eu - Vega, eu te acho fantástico. Você escreve melhor que qualquer escritor brasileiro. Juro!
Eu - É, eu já me perguntei porque a ABL ainda não me tornou um imortal. Acho que é porque ainda não cheguei a escrever nada que ultrapassasse três páginas.
Eu - E você é lindo, né? Cara, como você é bonito!
Eu - Eu sou um gato mesmo. Minha mãe pode confirmar. E se eu fosse mulher, também me acharia bonitão.
Eu - E sua vida profissional, como está?
Eu - Fantástica! Não posso reclamar de nada: trabalho numa das melhores empresas do país, ocupo um cargo de extrema importância e destaque, ganho mais do que consigo gastar e ainda o setor que me reconhece como o "homem do ano". Até a Forbes andou me sondando.
Eu - Puxa, você é demais, cara!
Eu - É, eu também acho. Sou foda mesmo.
Eu - Então, obrigado pela entrevista, Senhor Vega. E desculpe qualquer coisa.
Eu - Ainda bem que acabou, pois eu já não estava mais te aguentando.
Eu - Eu queria ser como esse cara...
por Vincent
Vega às 02:04
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Sexta-feira, Dezembro 12, 2003
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ARGH!
Alguém aí pode me explicar como é possível haver relação entre uma cebola e um sovaco?
Impressionante. Agora há pouco, num boteco com som ao vivo, tive a infeliz idéia de pedir uma porção de calabreza com cebola. Caramba, eu nunca pedi essa porção antes em toda a minha vida! Aliás, tenho uma certa aversão a carne de porco, mas surgiu uma vontade insuportável de pedir tal prato e não consegui evitar. Pedi e comi muito. E, claro, mandei ver na cebola.
O mais interessante é que logo após pronunciar algumas palavras, a catinga fedorenta de sovaco passa a predominar no ambiente. Como o odor era fortíssimo, acreditei que aquilo tivesse como origem o meu próprio sovaco. Relembro de meu último banho - que foi pouco antes de ir até ao boteco - e tento recordar se passei desodorante. Passei. E, na dúvida, dou aquela disfarçada e cafungo discretamente a minha axila esquerda.
É óbvio que não era ali a origem do fedor. Minha boca é que estava impregnada de partículas sovaquentas de cebola, e que provavelmente irão demorar para sumir totalmente de meu hálito.
Sorte minha ter vida sentimental bem resolvida.
E você? Sabe alguma fórmula mágica ou simpatia infalível para expulsar este olor maledeto de meu organismo?
por Vincent
Vega às 01:52
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Quinta-feira, Dezembro 11, 2003
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Quarta-feira, Dezembro 10, 2003
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Terça-feira, Dezembro 09, 2003
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Segunda-feira, Dezembro 08, 2003
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AMIGO DE QUEM?
Eu poderia ser seu amigo, mas algo não me permite sê-lo. Você pode dizer que a internet é muito fria e não promove contatos físicos, e há de se concordar. Mas por que estas "forças ocultas" também nos impedem de ganhar novos amigos no mundo real?
Casualmente, conhecemos pessoas interessantes e idealizamos que ela seria uma ótima amizade. Ao conhecer uma pessoa, num primeiro momento, temos que enfrentar a análise e o julgamento de nossa personalidade, mesmo que superficialmente. E esta seleção natural de amigos é cruel, e leva vantagem quem se enquadra no mesmo "estilo" de vida do outro. Intelectuais com estudiosos, patricinhas com mauricinhos, malandros com malacos.
Os dois candidatos à amizade batem um longo papo, discutem alguns pontos de vista, tomam alguns chopes, "e o que você faz?", "sou bancário", "legal, eu também", "sua namorada deixou você vir sozinho?", "a minha ficou brava também". Há afinidade entre os dois, e rolam vários papos legais, com astral lá em cima. No final da noite, se despedem com um abraço de brother, sorriso escancarado. "Dá seu telefone?", "vamos marcar outra dessa?", "combinado, não vai furar, heim?".
Aí acaba o final de semana, os dois voltam ao trânsito, ao trabalho, ao sono curto, ao dinheiro curto. Final de semana seguinte nenhum dos dois se lembra do grande novo amigo, guardado em forma de número no celular colorido com ringtone melodioso.
Em tempos onde o capitalismo impera, a amizade torna-se item de consumo rápido.
(na televisão, o McDonalds vende suas fast-food, mostrando em trinta segundos pessoas amigas e extremamente felizes, misturando tudo isso com o verbo maior, amar. Em breve, venderão o fast-friend ou o McBuddy, o amigo que vai à mesa do cliente solitário. A amizade durará o tempo necessário para o cliente sentar e engolir sua gororoba.)
por Vincent
Vega às 15:42
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Domingo, Dezembro 07, 2003
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Lembra de quando eu publiquei que o Millôr havia respondido o meu email? Pois bem, meu amigo publicou a cartinha e ainda a colocou na capa de seu saite. Vê!
* Veja em "Millôr responde os e-mails da teleitorada". E sim, meu nome é Daniel Zíngari.
por Vincent
Vega às 16:15
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Sexta-feira, Dezembro 05, 2003
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Que lixo! Ainda não sei as causas do desastre acontecido no leiaute deste blog, mas a solução momentânea foi... escolher um novo template que funcionasse, em caráter provisório.
Que se dane. Vou bolar outro template. Já tava na hora, mesmo.
por Vincent
Vega às 11:26
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Senhoras e senhores,
Eu não tenho a mínima idéia do que diabos está acontecendo com este blog. Aparentemente, houve uma invasão. As minhas suspeitas levam a crer que o site da Caixa Econômica Federal está tentando me hackear.
Dexovê se fizeram algum depósito (ou saque) da minha conta bancária.
por Vincent
Vega às 00:14
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Quarta-feira, Dezembro 03, 2003
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O BRASIL DE SAPATILHA
- O que cê achou do duplo twist esticado da Daiane? - pergunta, enchendo o copo do amigo.
- Pô, ela deu sorte - toma um gole da cerveja.
- Tambem achei. Dava pra tirar uns zero ponto cinqüenta da nota - enche o próprio copo.
- Ela devia é ter mandado um carpado de novo, só pra impressionar a banca - limpa o bigode de espuma.
- Aí eu concordo. Ela podia deixar pra tentar o Super E em Atenas, né? - dá um golão.
- Mas o Ostapenko arriscou. Exigiu muito dela - come um torresmo.
- E a Hipólito, heim? Que decepção! - arrota, coçando a barriga.
Ultimamente o país ganhou mais um tema para se considerar especialista. Não bastassem os milhões de Parreiras, de Barichellos e de Kuertens, agora cada brasileiro pode se sentir um DosSantos.
De uma hora pra outra todos passaram a entender de ginástica olímpica como entendem de cortar unha. Virou mania. Não demora muito a mania vira atividade da moda nas academias do país. Não me assustaria se visse, pelas paredes envidraçadas do estabelecimento, um bando de gordos tentando dar piruletas e saltos. Carpados de preferência.
por Vincent
Vega às 20:33
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Terça-feira, Dezembro 02, 2003
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SAMPASKY ANO II
foto tirada ontem
foto de 25/11/2003
Pelo menos o céu ainda não estragamos aqui em São Paulo.
Update: Danilo, não alterei nenhuma foto no Photoshop. Difícil acreditar, né? E sua foto também está ótima, mas acho que você ajustou demais o contraste dela. Acertei?
por Vincent
Vega às 10:42
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Como é difícil escrever! Estou com duas crônicas acumuladas e arquivadas nos meus "rascunhos", e não consigo terminá-las. A cada relida, uma mudança, um ajuste, uma correção. E os textos vão empoeirando ali, esquecidos, aguardando o momento certo da publicação.
Meu medo é que, ao invés de vinho envelhecido, os textos adquiram características de maionese fora da geladeira.
por Vincent
Vega às 10:17
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Segunda-feira, Dezembro 01, 2003
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Caramba! Estou prestes a finalizar um site com mecanismos mirabolantes que deverá ser o trabalho mais complexo e eficiente da minha carreira.
Pergunta: e daí? Resposta: não tá dando tempo pra blogar.
por Vincent
Vega às 15:55
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