Pimenta faz bem pro coração
- Pimenta é uma delícia, né? Adoro pimenta, cara!
- Pô, eu também, mas é foda. Me ataca a hemorróida.
- É, tem que ficar esperto. Mas cê sabia que pimenta faz bem pro coração? O negócio faz um bem danado, cara!
- Coração? Como assim?
- Pois é... A pimenta causa hemorróida porque tem uma substância vasodilatadora. Cê come, alarga as veias lá de baixo e aí já era. Mas essa dilatação faz bem pras veias do coração.
- Porra, não sabia disso! Vou começar a comer mais pimenta então!
(De duas, uma: ou o cara morre do coração pela ineficiência do método, ou morre com uma hemorragia no ânus.)
Tão de olho
Parece que encanei com o história de fiscalização, ou vai ver tou com mania de perseguição. É que hoje, exatamente após dois meses de ter escrito um texto sobre o assunto, tive um contato próximo com a máquina do CET que faz leitura eletrônica das placas dos carros. Pra ser mais exato, vi duas vans equipadas com o equipamento, posicionadas nas marginais Tietê e Pinheiros.
Fique esperto. É a tecnologia a serviço da indústria da multa.
Brincando de Deus
Se eu fosse Deus, melhoraria apenas duas coisas no universo: a chuva e o dente.
Pra que chover de dia? E o pior: pra que chover justo na hora do almoço, atrapalhando trabalhadores assalariados como eu e, provavelmente, você? Não tem cabimento. Deus deveria inventar a chuva programada para chover somente de madrugada, quando a maioria dos seres humanos está dormindo. Um tempão desperdiçado que poderia ser utilizado para a "lavagem" diária do planeta. Assim, não seríamos pegos desprevenidos sem guarda-chuva, e não apareceríamos para trabalhar como se parecêssemos sobreviventes de um dilúvio, com cabelos lambidos e roupas encharcadas.
E eu melhoraria o projeto "dente". Dente no ser humano é ridículo, muito mal planejado. Não nascemos com eles, e eles só aparecem depois de algum tempo. Aí, com 6 anos, eles caem e dão lugar a outros maiores - e, normalmente, chegam entortando toda a mandíbula do indivíduo. Aí precisamos colocar aparelhos corretores para alinhá-los. Quando os tiramos, percebemos o estrago provocado pelo acúmulo de sujeira e cola. Cáries por todos os cantos da boca, e lá vai a broca - ridícula broca - do dentista cavucá-los. E nem vou comentar sobre a enervante anestesia e as mordidas involuntárias na língua e lábios.
Pois meu dente, enquanto Deus criador do universo, teria um projeto inovador. Ao invés da complicada trama de nervos e esmalte, eu simplesmente faria nascer um osso inteiriço no lugar das arcadas dentárias. Ou melhor: usaria o
expertise utilizado nos dentes do tubarão no ser humano, de forma que houvessem umas dez dentições durante toda a nossa vida. Muito mais eficiente do que nossos mastigadores atuais.
E pra completar: os dentes cairiam durante à noite. E, à noite, de acordo com meu novo projeto, estaria chovendo. Sempre, e invariavelmente.
Este blog não está abandonado. Só estou achando difícil unir idéias (boas o suficiente para serem escritas) com tempo vago. Daqui a pouco pego o jeito.